quarta-feira, 29 de abril de 2015

Reeleição

Reeleição.
Esse campo do debate, a cerca da reeleição, volta à cena através dos projetos que discorrem sobre reformas eleitorais ou políticas, é chegada a hora de retomar os livros e estudarmos mais sobre o assunto. Há determinada complexidade no tocante ao tema, haja vista que se constituem duas visões a cerca do assunto.
A primeira, e esta tem predominância, se refere à identidade da “pessoa parlamentar” como uma espécie de profissional político, e de fato, é possível identificar membros de assembleias e até do Congresso Nacional que postulam seus cargos eletivos contabilizados em décadas.
Há aqui uma efêmera ligação entre “bom mandato” e mérito reeleitoral, mas com o debilitado sistema eleitoral do Brasil, infelizmente, os eleitos carregam um fardo de culpa em contribuir com um sistema falho na hora de exalar suas campanhas, aqui fazendo o apontamento as espécies de financiamento de campanha, onde os candidatos são patrocinados por empresas para, aí sim, serem vendidos aos eleitores.
Nesta visão, conceder a possibilidade de acumular mandatos é estabelecer caciques políticos que detém, não apenas o conhecimento técnico-jurídico do processo, mas um vínculo com os interesses que rodeiam estas casas, interesses estes que nem sempre dialogam com o que se propôs a grande massa que empenhou seu voto ao, agora, reeleito.
Personificar o voto é assinar um cheque em branco para que o representante fale e vote em nome do povo, mas por razões próprias, nem sempre de linha ideológica.
É necessária a superação desta convicção. O voto exerce um poder supremo, mas que não pode se restringir ao pensamento de um único cidadão. E reafirmo, a decisão do voto se dá numa forma de contexto subjetivo, onde os projetos e convicções sustentadas por determinado candidato podem não ter razoabilidade e tratar-se apenas de discurso eleitoral.
Agregar ao voto, substancialmente, poder de condução ideológico é mais próxima quando feita em razão de um programa político sólido, com seu devido registro, atrelado a determinado partido.
Conjurar o mandato ao partido e não ao candidato parece ser um dos caminhos mais esclarecidos, ora, haja vista que seria o partido, dentro de seus fóruns adequados, observado o devido processo democrático, que se encarrega de atribuir determinada tarefa a determinado partidário.
Aqui encontramos a razão do mandato, construir um projeto político alicerçado em diretrizes básicas, que tenham como missão fundamental a reprodução de um conjunto de propostas que visem ir de encontro ao conteúdo programático que a legenda se propõe a executar.
Nesta nova realidade a personificação do mandato desaparece, haja vista que é a totalidade dos filiados ao partido mandatário da gestão que possui o condão de realizar a indicação do cidadão para desempenhar a tarefa em questão.
Eduardo F. B. Fernandes
Secretário de Organização da União da Juventude Socialista – Pato Branco

Militante do Partido Comunista do Brasil

terça-feira, 28 de abril de 2015

Participação da UJS Pato Branco no PEE-PR

A Participação da UJS Pato Branco no Plano Estadual de Educação do Paraná
A audiência pública sobre o PEE-PR realizada no auditório da FADEP, reuniu em principal varios educadores da região, trazermos aqui um relato dos acontecimentos e as metas propostas pela militância da UJS Pato Branco:
Início
Apresentação dos membros da mesa.
- Apresentação de slides, sendo apresentado pela representante da UTFPR: Prof Nádia Sanzovo
Em slide (Pressupostos teórico a serem considerados na composição dos PPC - Reestruturação das grades curriculares)

Dom Quixote citado várias vezes, Pela Prof Nádia: 
"Não estamos em tempos de Moinho de Vento."
- Apresentação da Prof Márcia, demonstração da mobilização e metodologias dos planos municipais. 
Apresentado do Decreto para formação do comitê de 14/11/14.
- Apresentação do Plano Estadual de Educação, feito pelo coordenador da Mesa.

Organização do PEE-PR.

Leitura da Normativa das Audiências Públicas sobre o Plano Estadual de Educação.

Leitura do "Metas e Estratégias do PME." discussão sobre a leitura do arquivo errado e abertura do arquivo "NRE Pato Branco - Relatório da Audiência Pública 23/04"

- Metas propostas pela militância da UJS Pato Branco:
Meta 3 - Ensino Médio
3 - Reformulação do Ensino Médio.
3 - Estabelecer o aprendizado da política, cidadania e social.
Meta 6 - Ensino Integral
6 - Desenvolver atividades extracurriculares nas áreas culturais e esportiva.
6 - Incentivar a participação e a discussão sobre a política e a cidadania.
Meta 12 - Ensino Superior
12 - Implementar e Garantir o meio-passe no transporte inter-municipais a todos estudantes de ensino superior.
12 - Articular, com a União a vinda de Moradias Estudantil a câmpus de universidades estaduais e a ampliação das existentes.
12 - Articular, com a União a vinda de Restaurantes Universitários a câmpus de universidades estaduais e a ampliação dos existentes.
Exclusão da meta 12.21 e a alteração da meta 12.13.
Meta 19 - Gestão Democrática
19 - Incentivar a participação do grêmio estudantil no Conselho Escolar nas instituições estaduais e municipais.

Paulo Freire
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segunda-feira, 27 de abril de 2015

Reforma Política Democrática, Já!

Tomar as ruas com a bandeira da Reforma Política Democrática, Já!
Caríssimos brasileiros e demais interessados na política brasileira. Eis que se aproximam tempos de fervorosas manifestações populares país a fora.
O Brasil assola uma crise de representatividade que corre para mais de anos e teve neste o bônus de eleger grande maioria dos representantes de setores da alta indústria nacional, se não, do núcleo dos latifundiários, além das bancadas fundamentalistas. Caros, notem que estes segmentos divergem dos interesses das classes trabalhadoras e a que mais paga impostos.
Existe um clã de parlamentares que usam de sua posição para aprovar ou rejeitar propostas que caminhem em defesa da classe operária, quando de fato utilizam seus mandatos em favor das empresas que FINANCIAM suas jornadas eleitorais.
Considero esta a pedra que mais entrave nosso desenvolvimento democrático! E quando digo democrático afirmo que só será possível no nosso país eleger cidadãos, com condições equiparadas, a partir do financiamento público de campanha, e não se engane que estaremos aplicando de forma equivocada os impostos, o valor aqui investido supera em várias casas numéricas a de valor desviado a empresas por descaminho de dinheiro público. É necessária uma Reforma Política, já!
Essa tese foi retirada do Projeto de Lei PL 6316/13, que tramita a dois anos na câmara dos Deputados, que apresenta outras mudanças no processo Político e Eleitoral.
A Coalizão Democrática, movimento popular composto por OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), UNE (União Nacional dos Estudantes), UBM (União Brasileira de Mulheres) e outras 100 entidades, DEFENDE este projeto de interesse nacional, por demonstrar um canal de reconstrução da Republica brasileira, uma que de fato seja de todos e não apenas de uma elite.
Os movimentos sociais tem se organizado a fim de tomar as ruas com a defesa deste projeto de lei, entre outras demandas sociais, como é o caso da Reforma Tributária, com a taxação das grandes fortunas, o desespero do Movimento Estudantil assistindo o governo Beto Richa fechar as portas de 4 Universidades estaduais e demais pautas do movimento do campo.

Eduardo F. B. Fernandes
Secretário de Org. UJS Pato Branco

Partido Comunista do Brasil